sexta-feira, 15 de abril de 2011

Fomos convidados a reflectir sobre a ergonomia e a sua evolução na nossa sociedade, bem como sobre a preocupação de melhorar o bem-estar das pessoas e redução de preços.

Hoje em dia, a palavra é usada para descrever a ciência de “conceber uma tarefa que se adapte ao trabalhador, e não forçar o trabalhador a adaptar-se à tarefa”. A maior parte das pessoas já ouviu falar de Ergonomia e pensam que é algo relacionado com cadeiras, com ferramentas ou teclados de computador... Mas a Ergonomia é muito mais do que isso!

A Ergonomia é a aplicação de conhecimentos científicos relativos ao Homem para conceber objectos, sistemas e envolvimentos adequados. Sistemas de trabalho, de desporto, de lazer, ou outros, devem incluir princípio ergonómico na sua concepção, visando de forma integrada a saúde, a segurança e o bem-estar do indivíduo, bem como a eficácia dos sistemas. A Ergonomia está presente em tudo o que envolve as pessoas.

Saiba mais sobre a importância dessa relação para o seu dia-a-dia:

Conhecida comummente como estudo científico da relação entre o homem e seus ambientes de trabalho, a ergonomia tem alguns objectivos básicos que são: possibilitar o conforto ao indivíduo e proporcionar a prevenção de acidentes e do aparecimento de patologias específicas para determinado tipo de trabalho. Merece atenção especial uma boa parte dos problemas de postura que a grande maioria das pessoas adquire ao longo de suas vidas durante o trabalho, como por exemplo, os esforços repetitivos. Qual seria então a solução?

O ideal seria que todos os móveis do escritório de sua casa e todo qualquer equipamento usado no nosso dia-a-dia passassem por estudo e adequação ergonómica, antes mesmo de serem adquiridos. São constantes os estudos feitos a respeito da relação do homem com o ambiente de trabalho, o conforto ou mesmo horas de descanso. Ambos são de grande importância, mas, poucas pessoas prestam atenção nestes detalhes. A ergonomia vem justamente estudar estas medidas de conforto, a fim de produzir um melhor rendimento no trabalho, prevenir acidentes e proporcionar uma maior satisfação do trabalhador

Qual o papel da Ergonomia para a saúde?

A ergonomia se preocupa com as condições gerais de trabalho, tais como, a iluminação, os ruídos e a temperatura, que geralmente são conhecidas como agentes causadores de males na área de saúde física e mental, mas que o estudo procura traçar os caminhos para a correção. O seu objectivo é aumentar a eficiência humana, através de dados que permitam que se tomem decisões lógicas.

O custo individual é minimizado através da ergonomia, que remove aspectos do trabalho, que a longo prazo, possam provocar ineficiências ou os mais variados tipos de incapacidades físicas.

Nas condições em que a actividade do indivíduo envolve a operação de uma peça de equipamento, na maioria das vezes, ele passa a constituir, com este equipamento, um sistema fechado. Este visa apresentar muitas das características de auto-regulamentação (feedback). Como dentro de tal sistema é o indivíduo quem usualmente decide, torna-se necessário que ele seja incluído no estudo da eficiência do sistema. Para que a eficiência seja máxima é preciso que o sistema seja projectado como um todo, com o homem completando a máquina e esta completando o homem.

Homens, máquinas e controles

A integração de homens e máquinas é constantemente estudada, para que seja completo o sistema, muitas máquinas são projectadas respeitando algumas informações que permitirão, ao usuário, uma maior integração.

São estudadas as funções dos indivíduos, o sexo dos operadores e como será seu desempenho em relação às actividades laborais, ou seja, o tamanho, a idade dos operadores e usuários de um determinado equipamento, a força com que esta máquina será usada no país onde é feita, ou no exterior.

O estudo é feito pela média dos operadores. As máquinas tais como os guindastes, escavadeiras mecânicas e caminhões-ancinhos, liberaram o homem do trabalho físico e do emprego de ferramentas manuais. Em compensação apresentam problemas de outro tipo.

A capacidade do homem de controlar os próprios movimentos deve ser transferida para os movimentos das peças da máquina, que são as rodas, os botões, as chaves, as alavancas ou manivelas. Assim sendo, elas têm que ser projectadas obedecendo às limitações e capacidades do operador, para que o sistema inteiro - homem e máquina - possa operar com eficiência máxima.

O Auxílio científico

Várias disciplinas científicas e tecnológicas contribuem para a ergonomia. Da anatomia e fisiologia aprendemos sobre a estrutura e funcionamento do corpo humano. A antropometria fornece informações sobre as dimensões do corpo. A psicologia fisiológica trata do funcionamento do cérebro e do sistema nervoso. A psicologia experimental busca definir os parâmetros do comportamento humano.

Outra que auxilia nos estudos ergonómicos é a medicina industrial que ajuda a definir as condições de trabalho que se apresentam como danosas à estrutura humana. Na física e, até certo ponto da engenharia virá o conhecimento das condições que o trabalhador terá que enfrentar. Nessas áreas se concentram os principais esforços de pesquisa cujos resultados, junto com o conhecimento acumulado, formam a base da ergonomia.

Qual é a aplicabilidade da ergonomia

Todos os conhecimentos citados podem ser aplicados ao planeamento de processos e máquinas, a disposição especial dos locais de trabalho, aos métodos de trabalho, e ao controle do ambiente físico para se alcançar maior eficiência tanto dos homens como das máquinas.

Para isso é necessário conhecer o sistema nervoso, o funcionamento e a capacidade do mecanismo central, a estrutura do corpo, dos ossos, das juntas, e os músculos que fornecem energia motivacional. No binómio homem-máquina, o problema não é apenas o ajustamento de um ao outro, mas sim a adaptação conjunta dos dois. A aplicação ideal da ergonomia considera o homem como parte integrante de um sistema, no qual os estágios iniciais do projecto, as características do operador humano são levados em conta, juntamente com os componentes mecânicos. O homem é melhor para determinados fins, como na tomada de decisões e a máquina para outros, como aplicação de força.

O ergonomista tem diante de si as seguintes tarefas:

A primeira é estudar a ocupação, a fim de determinar o que o operador ou usuário de um determinado equipamento terá de fazer. Em um segundo momento, ele deve considerar, como principal na relação com o homem, o que ele tem que ver e ouvir.

A falta e suas consequências

Uma das causas da baixa produtividade pode ser o desconforto, que entre as suas várias causas está directamente ligada à adequação do corpo frente a um determinado equipamento. A questão da iluminação, que além de poder causar danos à visão, contribui significativamente na baixa pessoal da capacidade de produção de uma pessoa, quer seja em um escritório, indústria, como até mesmo em ambientes de trabalho mais sofisticados. Além disso, os ruídos e mudanças de temperatura também influem negativamente neste processo.

Com relação aos problemas de coluna, o ideal ainda é a prevenção, portanto, buscar no ambiente de trabalho, a adequação de cadeiras e mesas seria o ideal para protegê-la. Mas, quando não for possível contar com um escritório mais adequado, procure sempre sentar em cadeiras com encosto recto e em casa, fuja dos sofás muito macios.

Aparentemente confortáveis, eles são um convite para que você se jogue no assento de qualquer jeito. Mas o que fazer?

Actualmente, várias empresas já encontram a melhoria da qualidade do trabalho dos empregados e já estabelecem uma série de programas como forma de incentivar a saúde do trabalhador. Nas grandes capitais e áreas mais industrializadas, o empresariado, já consciente dos futuros problemas, está a investir neste programas, como também, em estudos sobre as vantagens da ergonomia para a melhoria da produção nas empresas. Se por um lado, o uso da ergonomia pode sugerir maior gasto, por outro representa uma economia para a empresa e como consequência, a melhoria da saúde do trabalhador e da sociedade.

sexta-feira, 25 de março de 2011

No módulo de CLC_5 Cultura, Língua e Comunicação foi nos propostos a criação de um blog com os temas a desenvolver sobre a arte através do ciberespaço, Arte digital e os museus virtuais, Gestão das diversas dimensões do quotidiano com recurso às TIC, Gestão dos recursos domésticos, Novas formas de lazer e novas noções de qualidade de vida.

O conceito da memória colectiva vem se modificando e se adequando às funções, às utilizações sociais e à sua importância na sociedade. Nas diferentes sociedades humanas vem degradando-se a favor do individualismo, principalmente da nova geração e daí a perda da memória e deixar que os outros pensem por eles.

Sem TIC todos os acontecimentos menos marcantes e os seus pormenores cairiam no esquecimento, pois a nossa memória é inconstante e deteriora-se com a idade. Por outro lado, temos a possibilidade de captar e guardar sem a perder de forma permanente.

Todos nós temos memória colectiva mas só nos ficam vagas imagens, devido ao facto de a nossa pouca memória não nos permite alojar grandes quantidades de informação.

Neste sentido o uso excessivo do computador, torna-se prejudicial.

Será o computador, um dos principais causadores?

É inquestionável o reconhecimento do computador, como um elemento base de acumulação de informação, de modo algum compara-lo ao passado.

Se a memória é um dom do ser humano, ao recuarmos nas lembranças são mais visíveis a partir de certa idade.

Na memória visual, cada imagem fica arrumada num gavetão dividido por varias repetições, as quantidades variam quanta mais visualizares mais enriquecedor é, mas nunca nenhum ser humano conseguirá acumular tanta imagem e informação como o computador.

O meu grupo escolheu o Museu da RTP, que achei muito importante e rico onde em primeiro lugar torna­se necessário compreender o papel fundamental dos museus nos nossos dias.

Com os médios temos o mundo á nossa frente tanto na informação escrita, com imagens ou mesmo áudio visualizadas. Permite sem sair de casa ligar o computador e fazer uma visita virtual a museus, paisagens, enfim tudo o que queiramos ver, mas nem sempre a informação esta correcta, á quem introduza alguma informação enganosa e daí induzirmos em erros

A instituição museológica sofreu grandes alterações que motivou novas formas de pensar o museu, havendo, agora, consciência de que necessita de se libertar do seu espaço tradicional e limitado, para se tornar acessível ao grande público. Cada vez mais o museu tem de se adaptar às novas técnica de passar informação sem haver necessidade de se deslocar ao museu que hoje em dia se torna dispendioso e caro financeiramente.

O museu, como importante meio de comunicação, tem de aproveitar todo este desenvolvimento comunicacional e tecnológico, no sentido de satisfazer as novas correntes da museologia que se debruçam cada vez mais sobre o papel do museu na sociedade actual. Os novos média em particular a internet são um instrumento precioso no processo de comunicação entre o museu e o público. A nossa utilização como complemento do espaço físico do museu vem facilitar a transmissão da mensagem pretendida e captar a atenção do nos visitante, possibilitar uma nova visão do objecto museológico.

O museu virtual é essencialmente um museu sem fronteiras, capaz de criar um diálogo virtual com o visitante, dando-lhe uma visão dinâmica, multidisciplinar e um contacto interactivo com a colecção e com o espaço expositivo. Ao tentar representar o real cria-se uma nova realidade, paralela e coexistente com a primeira, que deve ser vista como uma nova visão, ou conjunto de novas visões, sobre o museu tradicional.

O papel da usabilidade na mediação entre o público e o objecto museológico é cada vez mais importante. Os museus virtuais têm que conseguir satisfazer as necessidades das várias audiências e conseguir enfrentar o grande desafio de ir ao encontro das capacidades e competências existentes na enorme diversidade de potenciais utilizadores das Novas Tecnologias da Informação e da Comunicação.

O museu virtual é um verdadeiro laboratório de experimentação que se manifesta especificamente na maneira como a tecnologia determina a própria forma da experiência.

Nesta categoria podemos encontrar alguns sites de museus portugueses. Entre eles destacamos o site da RTP que nos possibilita de podermos aceder à cultura numa visita real ao espaço, além de todas as informações pertinentes a um site de museu, a RTP possui uma visita virtual ao seu acervo, onde é possível conhecer todas as secções ex-positivas do museu. Além disso, algumas peças usadas, e podem ser visualizadas em três dimensões. É possível conhecer a história da RTP como os materiais usados em épocas diferentes como também os visualizar imagem e vídeos passados por esta á uns anos atrás.